{"id":2773,"date":"2023-05-03T11:59:20","date_gmt":"2023-05-03T14:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/?p=2773"},"modified":"2025-06-16T14:23:01","modified_gmt":"2025-06-16T17:23:01","slug":"quantas-maternidades-cabem-dentro-da-palavra-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/quantas-maternidades-cabem-dentro-da-palavra-mae\/","title":{"rendered":"Quantas maternidades cabem dentro da palavra M\u00e3e?"},"content":{"rendered":"<p>Costumo dizer que o mundo da maternidade \u00e9 como um grande portal por onde voc\u00ea entra e,\u00a0<strong>o tempo todo e para sempre<\/strong>, vai encontrar muitas outras portas. Algumas podem ser grandes, outras menores, mas o fato \u00e9 que Maternar \u00e9 um grande convite \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 come\u00e7o respondendo \u00e0 pergunta inicial, sobre quantas maternidades cabem dentro da palavra m\u00e3e: s\u00e3o muitas e diversas, mas ser\u00e1 que elas est\u00e3o sendo inclu\u00eddas?<\/p>\n<p>Ser respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de outro ser humano \u00e9 algo complexo e desafiador. Muitas mulheres o fazem sozinhas (segundo o IBGE, o Brasil tem quase 12MM de m\u00e3es solo e, segundo o Instituto Vidas Raras, quase 80% das crian\u00e7as com algum tipo de doen\u00e7a rara sofre abandono afetivo paterno) e \u00e0s vezes assumem essa responsabilidade mesmo estando em relacionamentos \u2013 afinal, dentro da l\u00f3gica de g\u00eanero, o cuidado de outro ser humano \u00e9 algo natural, exclusivo e destinado \u00e0s mulheres. A sociedade pouco exige da figura paterna que, se fizer menos que o m\u00ednimo no cuidado de uma crian\u00e7a, logo recebe a etiqueta do paiz\u00e3o do ano.<\/p>\n<p>Receber o t\u00edtulo de m\u00e3e de algu\u00e9m te coloca para fora de muitos ambientes, desde mercado de trabalho (segundo estudo da FGV, 50% das mulheres saem do mercado do trabalho em at\u00e9 2 anos ap\u00f3s o retorno da licen\u00e7a), at\u00e9 o bar descolado da cidade. O funcionamento do mundo e as pol\u00edticas p\u00fablicas pouco s\u00e3o pensadas para as crian\u00e7as e, por consequ\u00eancia, excluem sumariamente as m\u00e3es, mas nunca, ou quase nunca, os pais.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cM\u00e3e \u00e9 tudo igual\u201d, \u201cm\u00e3e raiz x m\u00e3e Nutella\u201d, \u201cnasce uma m\u00e3e, nasce uma culpa\u201d e tantas outras m\u00e1ximas, colocam a categoria \u201cm\u00e3e\u201d em um \u00fanico pacote, ignorando suas exist\u00eancias, suas hist\u00f3rias, suas etnias, suas orienta\u00e7\u00f5es e suas identidades de g\u00eanero.<\/p><\/blockquote>\n<p>Se m\u00e3e \u00e9 tudo igual mesmo, ser\u00e1 que as refer\u00eancias, transforma\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es de uma m\u00e3e branca s\u00e3o as mesmas de uma m\u00e3e negra? As da m\u00e3e cis s\u00e3o as mesmas da m\u00e3e trans? Da m\u00e3e h\u00e9tero s\u00e3o as mesmas da m\u00e3e l\u00e9sbica? O que dizer da m\u00e3e que perdeu sua crian\u00e7a e, portanto, perdeu o direito ao seu lugar? E quando \u00e9 o homem trans que gera a vida? Que outros desafios adicionais se colocar\u00e3o pelo caminho?<\/p>\n<p>Que anseios, apagamentos e situa\u00e7\u00f5es este grupo chamado M\u00e3e, oprimido pela propaga\u00e7\u00e3o do instinto materno inerente, \u00e9 duramente atravessado por outras camadas considerando o lugar de fala de cada uma?<\/p>\n<p>No nosso Dia das M\u00e3es n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a romantiza\u00e7\u00e3o da carga materna e para as opress\u00f5es de g\u00eanero. Queremos propor uma ampla e profunda reflex\u00e3o sobre o compartilhamento da carga do cuidado e sobre os novos significados de fam\u00edlia.\u00a0<strong>\u00c9 sobre enxergar, reconhecer e apoiar todas as maternidades que cabem e resistem dentro da palavra M\u00c3E.<\/strong><\/p>\n<div><\/div>\n<div class=\"the_champ_sharing_container the_champ_horizontal_sharing\" data-super-socializer-href=\"https:\/\/integradiversidade.com.br\/quantas-maternidades-cabem-dentro-da-palavra-mae\/\">\n<div class=\"the_champ_sharing_title\"><\/div>\n<div class=\"the_champ_sharing_ul\"><\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costumo dizer que o mundo da maternidade \u00e9 como um  [&#8230;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":2775,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,24,26,25],"tags":[],"class_list":["post-2773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diversidade","category-lideranca","category-linkedin","category-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2773"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2776,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2773\/revisions\/2776"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}