{"id":2737,"date":"2020-07-27T11:52:22","date_gmt":"2020-07-27T14:52:22","guid":{"rendered":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/?p=2737"},"modified":"2024-10-21T11:53:02","modified_gmt":"2024-10-21T14:53:02","slug":"pesquisa-latino-americana-sobre-pessoas-lgbtqia-nos-locais-de-trabalho-como-estamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/pesquisa-latino-americana-sobre-pessoas-lgbtqia-nos-locais-de-trabalho-como-estamos\/","title":{"rendered":"Pesquisa Latino Americana sobre Pessoas LGBTQIA+ nos Locais de Trabalho: como estamos?"},"content":{"rendered":"<p><strong>Visibilizar a discrimina\u00e7\u00e3o para mudar realidades. 74% das pessoas LGBTIQ+ da Am\u00e9rica Latina sofreu ao menos uma situa\u00e7\u00e3o de ass\u00e9dio, viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito laboral no \u00faltimo ano\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos dados mais relevantes\u00a0 da primeira pesquisa latino americana sobre diversidade sexual, ass\u00e9dio, viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito laboral. Esta pesquisa foi respondida por 1.584 pessoas e demonstra as realidades que vivenciam as pessoas LGBTIQ+. Uma das principais descobertas \u00e9 que\u00a0<strong>37,2% reconhece ter vivenciado alguma destas situa\u00e7\u00f5es\u00a0<\/strong>devido \u00e0 sua orienta\u00e7\u00e3o sexual e\/ou identidade de g\u00eanero.\u00a0<strong>Este n\u00famero ascende a 74% quando se pergunta sobre um listado de experi\u00eancias vividas no \u00faltimo ano, dentre as quais se encontram a viol\u00eancia simb\u00f3lica, viol\u00eancia institucional, viol\u00eancia sexual, ass\u00e9dio e viol\u00eancia f\u00edsica<\/strong>. Neste sentido, a MSN do Uruguai analisa que \u201c<em>\u00c9 fundamental visibilizar as situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o e que possam sair do sil\u00eancio.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nodosconsultora.com\/\">Nodos<\/a>\u00a0da Argentina, Integra Diversidade do Brasil,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Sentiido\/\">Sentiido<\/a>\u00a0da Col\u00f4mbia, Nodos M\u00e9xico e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.msnconsultorias.com\/\">MSN Consultor\u00edas<\/a>\u00a0de Uruguai, com o apoio do Escrit\u00f3rio Regional da Am\u00e9rica Latina el Caribe da UNaids. Foi acompanhada por 35 organiza\u00e7\u00f5es de toda a regi\u00e3o, dentre as quais\u00a0<a href=\"https:\/\/www.transempregos.org\/\">TransEmpregos<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.linkedin.com\/in\/guifgobato\/\">Di\u00e1logos Entre N\u00f3s<\/a>\u00a0programs\u00a0<a href=\"https:\/\/aliancalgbti.org.br\/\">Alian\u00e7a Nacional LGBTI+<\/a>\u00a0no Brasil.<\/p>\n<p>Desde Integra Diversidade de Brasil comentamos que \u201c<em>Precisamos saber como se sentem e s\u00e3o tratadas as personas LGBTIQ+ nos seus lugares de trabalho em cada pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina, assim como \u00e9 necess\u00e1rio analisar os dados desde uma perspectiva regional.\u201d\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Este estudo aponta que as principais pessoas respons\u00e1veis de tais situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o:\u00a0<strong>\u00a0pares da mesma equipe (33%) e chefes\/as (23,8%)<\/strong>. Al\u00e9m disso, estas viol\u00eancias s\u00e3o exercidas tanto por homens como por mulheres. \u201c<em>Um dos prop\u00f3sitos fundamentais que oferece este exerc\u00edcio regional \u00e9 continuar mostrando que h\u00e1 um longo caminho por percorrer em termos de equidade, igualdade e diversidade sexual dentro do \u00e2mbito laboral na regi<\/em>\u00e3o.\u201d explica Nodos M\u00e9xico<\/p>\n<p>Das pessoas que sofreram algum ato de viol\u00eancia, 86,3% n\u00e3o realizou a den\u00fancia. Quando as origens s\u00e3o indagadas, evidenciam-se tr\u00eas causas: porque a pessoa n\u00e3o considerou relevante efetuar a den\u00fancia; porque n\u00e3o h\u00e1 confian\u00e7a no mecanismo que a organiza\u00e7\u00e3o disp\u00f5e para realizar a den\u00fancia; ou por temor a repres\u00e1lias ou consequ\u00eancias negativas que as pessoas denunciantes pudessem receber. Sentiido da Col\u00f4mbia analisa que\u00a0<strong>\u201c<\/strong><em>A inclus\u00e3o e a discrimina\u00e7\u00e3o laboral devem ser abordadas n\u00e3o s\u00f3 desde quantas atividades uma companhia realiza: tamb\u00e9m h\u00e1 de se escutar as vozes das pessoas que se identificam como LGBTIQ+, quem s\u00e3o as principais receptoras das pol\u00edticas e da cultura empresarial. Estes dados s\u00e3o um recurso fundamental para que as empresas sejam mais conscientes dos resultados das suas pol\u00edticas<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Muitas organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o trabalhando em pol\u00edticas de inclus\u00e3o e diversidade com foco na popula\u00e7\u00e3o LGTBIQ+. 35% das pessoas respondentes declararam que seus espa\u00e7os laborais contam com pol\u00edticas ou programas sobre esta tem\u00e1tica. S\u00f3 25% se sente representado pelas mesmas. \u201c<em>Contar com dados que visibilizem as viv\u00eancias das pessoas LGBTIQ+ nos ajudar\u00e1 a promover que as organiza\u00e7\u00f5es realizem programas mais efetivos, e adequados para eliminar estas situa\u00e7\u00f5es que vulneram os direitos humanos<\/em>\u201d comentou Nodos da Argentina.\u00a0Por outra parte, UNaids afirma que \u201c<em>a informa\u00e7\u00e3o e as descobertas obtidas deste esfor\u00e7o coletivo, contribuir\u00e3o para gerar recomenda\u00e7\u00f5es chave que auxiliem na diminui\u00e7\u00e3o do estigma e da discrimina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGTBIQ+ no ambiente laboral na regi\u00e3o da Am\u00e9rica Latina<\/em>\u201d<em>\u00a0<\/em>programs<em>\u00a0<\/em>\u201c<em>reconhece este esfor\u00e7o e seus insumos ajudar\u00e3o melhorar as condi\u00e7\u00f5es laborais das popula\u00e7\u00f5es em maior situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, sem deixar ningu\u00e9m para tr\u00e1s.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Veja a pesquisa\u00a0<a href=\"https:\/\/integradiversidade.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Relat%C3%B3rio-Preliminar-Pesquisa-Regional-LGBTIQ-Portugu%C3%AAs.pdf\">aqui<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visibilizar a discrimina\u00e7\u00e3o para mudar realidades. 74% das pessoas LGBTIQ+  [&#8230;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":2739,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23,24,26,25],"tags":[],"class_list":["post-2737","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diversidade","category-lideranca","category-linkedin","category-negocios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2737","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2737"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2737\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2740,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2737\/revisions\/2740"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2737"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2737"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/integradiversidade.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2737"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}